Deixa. Ninguém vai entender mesmo. Pessoas não te entendem, te julgam. E só vão atingir aqueles, os sensíveis, como eu, como você.
Eu sou assim: Sensível, dramática, e até meio ingênua. Não adianta, não vou mudar. Pelo menos não para agradar ninguém. Não preciso que as pessoas gostem de mim, não preciso que elas me achem legal. Tenho a mim primeiramente. Tenho o meu gostar. Sim, gosto muito de mim, me dou muito bem comigo mesma, me entendo, me faço rir, me dou ombro amigo. Não estou dizendo que não preciso de companhia, e sim que posso viver sem elas. É, sou estranha, mais quer saber ? Eu não estou nem ligando para o que pensam de mim. Me amo inexplicávelmente.
Universo diferente.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
terça-feira, 6 de setembro de 2011
E pensando bem, é até bom isso de não se entregar, sabe ? É muita dor que já foi sentida. O coração cansa, e ele aprende. Não ta mais valendo a pena correr esse risco, por mais que eu goste de riscos. Mas não dá. Não mais .Já me cansei disso, já me enjoei até. Eu quero paixões novas a toda manhã. Cada uma com um gosto diferente, quero provar todos os gostos possíveis dessa vida. Poder amar sem sofrer. Amar um efêmero infinito. Sem promessas, sem apegos, sem compromissos. Já me doei demais. Agora é hora de me amar.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Não. De novo não. Tava tudo tão bom , tão tranquilo. Tudo tão sem dor, tão em paz. Por que essa necessidade de sofrer por alguém ? Eu não entendo. Eu já tava até me acostumando com essa boa vida. Já tava até me acostumando a ouvir músicas românticas sem matar nem um pedacinho meu por dentro. E eu te imploro coração : Que isso não esteje acontecendo de novo. Pois dói, dói lá no fundo, uma dorzinha que vai me acabando de pouquinho em pouquinho. Não quero mais sofrer assim, não quero mais isso de mim. Por favor, coração, desista dessa cena, pule ela, apenas esqueça o sentir que eu posso dar, nem vai fazer tanta falta assim. Vai me fazer é bem, essa liberdade avassaladora. Avassaladora e tão almejada por todos. Dê ela pra mim, vai ?Eu já disse, não custa nada. É só você ficar ai dentro, quietinho, pulsando por si só, não dependendo de ninguém, sabe ? Como você pode ser tão egoísta assim ? Já se procurou saber se eu gosto de sentir essas coisas? Pois, bem, lhe respondo com essas meras palavras: Não, eu não gosto de amar, eu não gosto do amor.
domingo, 21 de agosto de 2011
Mais perto de mim .
Eram olhos tão envolventes, um olhar tão malicioso. E eu fui me perdendo do equilíbrio, fui me perdendo de quem eu era. Fui te seguindo em cada passo, te querendo mais perto de mim. Era tudo tão novo, tão irônico. Eu mal acreditei no que senti. Por que agora ? Por que não antes ? Você não era novidade pra mim, mas isto era novidade sim. E foi-se o momento que os olhares dissimulados se encontraram, junto a uma respiração ofegante de ambas as partes. Tão pequenino o minuto, tão imenso o desejo. E você foi se afastando, e eu me desesperando, e num piscar de olhos eu te perdi. Perdi e nunca mais encontrei, perdi o que nunca foi achado. Foi como um pecado mortal , que arrancou todas as minha idiossincrasias. Que me tirou todos os princípios. E agora não há nada mais confusa do que minha cabeça. Não há coisa mais ansiosa, do que a vontade de te reencontrar. Eu só queria te ter mais perto de mim. Eu só queria que tu fosse mais eu, nos teus pensamentos. Até tuas músicas eu passei a ouvir, e o teu cheiro está gravado até hoje em minha pele. Por favor, eu te peço, fique mais perto de mim.
sábado, 13 de agosto de 2011
E em uma única noite, perco tudo de inocente que há em mim, que havia em mim. Passei por uma metamorfose tão imensa, tão pequena... Já não sei mais se sou a mesma, mas sei que sou eu. Procuro cada detalhe de um passado que se fora. A tal nostalgia toma conta de mim. Tantas risadas, tantas lágrimas, tantos amores mal amados, tantos momentos já vividos, tanta inocência perdida. Não sigo um caminho errado, muito menos um certo, sigo o meu caminho, que toma um novo rumo a cada vontade. Sem remorsos, sem desejos não realizados, sem arrependimentos. Estou a procura de algo importante, algo que me fizera estar onde estou, algo novo, algo meu. Transformei-me de maneira tão efêmera, tudo passou tão rápido. Sinto-me vazia, confusa. São tantas coisas deixadas para trás, tantas coisas boas. Tenho medo do que há por vir, mas maior que esse medo, há a vontade de seguir, seguir em frente, seguir contente. Começo uma nova fase: Mais madura, mais esperta, menos tola, menos menina. E a cada passo que dou, me vejo mais mulher. Sem pressa, sem atraso, tudo no seu devido tempo. Pois só assim a vida é vivida corretamente.( 13/08/2011 , meu aniversário de 14 anos )
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Meias dúvidas.
Por meias dúvidas andei um bom tempo, por meias dúvidas dancei, junto ao vento. São sim , meias dúvidas, as que fizeram cantar pra dentro. Só que de meias, basta as dúvidas, basta eu. Pois o amor vive de inteiro, e de inteiro se faz dois. E de dois não se faz dúvidas, é bem certo de ser agora e depois. É num rima de meios que se escreve inteiro. O que me completa, te faz completo. Não é preciso ser gênio para entender, só é preciso de amor para se compreender. Meias dúvidas sim, pois meramente te quero para mim. E num efeito de meio, vai se fazendo um inteiro. É bem provável você vir, como não é provável tu partir. De uma coisa eu sei, eu estou aqui, com braços aconchegantes e com os lábios a sorrir. Pois te quero, te quero pra mim. Com dúvidas e meias, com inteiros e certeiros, serás meu, eu já vi.
sábado, 16 de julho de 2011
Na escuridão, o fogo.
Corro em direção ao vão, me vejo em uma enorme fuga. Uma fuga sem caminho, mas fujo. E tento escapar de uma enorme escuridão, que a essa hora já me dominara por inteira. Cegou-me de maneira tão egoista, de maneira tão cega de amor. Mas eu corro, e corro mais , e mais. Não posso me entregar assim, sem ao menos tentar escapar, mesmo sabendo que não vou. Algo precisava sair, algo estava prestes a sair, e ... um grito. Um grito me escapara de dentro. Um grito que me tirou todas as forças, as que me fazia fugir de uma coisa que eu nem mesmo podia ver. Já com poucos sentidos, encontro-me esparramada no chão, quer dizer , acho que estou no chão. Meus gemidos de dor não a comovem, não a convence de desistir dessa perseguição tão bruta, tão a pavorosa. Tudo que eu mais queria era poder abrir os olhos e ver que tudo voltou ao normal, ver o sol brilhando em meu olhar. Mas já não fazia muita diferença fechar ou não meus olhos, de qualquer modo ela era tudo o que eu podia ver. Àquele momento eu só conseguia pensar em uma coisa: Fugir.
Rastejo-me, acabada, já me considerando morta. Mas reluto, com uma força que nem eu mesma pensei que poderia ter . E fujo de algo que não sei. E por um momento me sinto em fuga de mim mesmo, e é isso , estou fugindo de mim, estou com medo de mim, e rastejo-me mais ainda, ferindo ainda mais as feridas, enlouquecendo-me com cada pensamento que me vem à mente. Morrendo ..
O frio imediatamente se perde, dando lugar a um grande ar quente, que vai me sufocando a cada respiração. Eu paro, e com a ultima das forças, abro os olhos. Nada que vejo é nitido ,vejo apenas um embaço de claridade, que não me traz o refugio,e sim me queima, queima como fogo, e nem ouso tentar outra fuga, pois a saida da escuridão estava bem diante de meus olhos. Uma saida ilusórica, uma saida da qual não saio, e sim me queimo, de dor , de amor, de fogo, de morte.
Rastejo-me, acabada, já me considerando morta. Mas reluto, com uma força que nem eu mesma pensei que poderia ter . E fujo de algo que não sei. E por um momento me sinto em fuga de mim mesmo, e é isso , estou fugindo de mim, estou com medo de mim, e rastejo-me mais ainda, ferindo ainda mais as feridas, enlouquecendo-me com cada pensamento que me vem à mente. Morrendo ..
O frio imediatamente se perde, dando lugar a um grande ar quente, que vai me sufocando a cada respiração. Eu paro, e com a ultima das forças, abro os olhos. Nada que vejo é nitido ,vejo apenas um embaço de claridade, que não me traz o refugio,e sim me queima, queima como fogo, e nem ouso tentar outra fuga, pois a saida da escuridão estava bem diante de meus olhos. Uma saida ilusórica, uma saida da qual não saio, e sim me queimo, de dor , de amor, de fogo, de morte.
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