Corro em direção ao vão, me vejo em uma enorme fuga. Uma fuga sem caminho, mas fujo. E tento escapar de uma enorme escuridão, que a essa hora já me dominara por inteira. Cegou-me de maneira tão egoista, de maneira tão cega de amor. Mas eu corro, e corro mais , e mais. Não posso me entregar assim, sem ao menos tentar escapar, mesmo sabendo que não vou. Algo precisava sair, algo estava prestes a sair, e ... um grito. Um grito me escapara de dentro. Um grito que me tirou todas as forças, as que me fazia fugir de uma coisa que eu nem mesmo podia ver. Já com poucos sentidos, encontro-me esparramada no chão, quer dizer , acho que estou no chão. Meus gemidos de dor não a comovem, não a convence de desistir dessa perseguição tão bruta, tão a pavorosa. Tudo que eu mais queria era poder abrir os olhos e ver que tudo voltou ao normal, ver o sol brilhando em meu olhar. Mas já não fazia muita diferença fechar ou não meus olhos, de qualquer modo ela era tudo o que eu podia ver. Àquele momento eu só conseguia pensar em uma coisa: Fugir.
Rastejo-me, acabada, já me considerando morta. Mas reluto, com uma força que nem eu mesma pensei que poderia ter . E fujo de algo que não sei. E por um momento me sinto em fuga de mim mesmo, e é isso , estou fugindo de mim, estou com medo de mim, e rastejo-me mais ainda, ferindo ainda mais as feridas, enlouquecendo-me com cada pensamento que me vem à mente. Morrendo ..
O frio imediatamente se perde, dando lugar a um grande ar quente, que vai me sufocando a cada respiração. Eu paro, e com a ultima das forças, abro os olhos. Nada que vejo é nitido ,vejo apenas um embaço de claridade, que não me traz o refugio,e sim me queima, queima como fogo, e nem ouso tentar outra fuga, pois a saida da escuridão estava bem diante de meus olhos. Uma saida ilusórica, uma saida da qual não saio, e sim me queimo, de dor , de amor, de fogo, de morte.
sábado, 16 de julho de 2011
sábado, 9 de julho de 2011
Cá estou eu.
Não é medo de avançar, é medo de perder o passado, nossas lembranças. E de tanto medo, cá estou eu, presa nelas. Como pude ser tão boba, tão ingênua? Ainda posso ouvir suas promessas soarem ao meu ouvido, ainda posso sentir seus abraços, tão acolhedores. Não digo que todo esse sentimento que lhe dei foi em vão, ao menos serviu para arrancar boas gargalhadas suas, não é mesmo? E o pior de tudo é saber que apesar de todo mal que você me causou, bastaria só você sorrir para mim, para eu esquecer tudo que foi feito, tudo o que foi dito. Por mais que eu tente ser forte, por mais que eu me esforce, você continua sendo a grande razão do amor pra mim e só o tempo me dirá se eu vou conseguir te esquecer, pois ficar revivendo esse amor em minha mente é muito doloroso, é mais dor que eu possa aguentar. Mas por enquanto eu vou tentando seguir, por mais dificil que seja esses nossos olhares mal encarados, e essas nossas conversas, que não são por querer ouvir a voz, e sim por fazer parte da educação, por mais dificil que tudo isso seja, eu tenho esperança de que disso tudo, só vai restar uma boa lição de vida.
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