Tento chegar ao fundo dos meus olhos através dos seus. Não me encontro. Me perco dentro dos seus sentimentos mais traiçoeiros, que por um choque de realidade eu me desenfeitiçei . Já não te quero tanto. Não és meu, nem serás, nunca foi. Por uma simples decisão de teus olhos. Que me parecem medilcres à ponto de não chegarem a nenhuma conclusão. Mas dessa vez não quero que se conclua à mim. Quero não me concluir à ti. Respiro o oxigênio outra vez. Você, agora, não passa de uma poluição que meu nariz filtra e não deixa entrar. Você se desfez dentro de mim. Vazou. Caiu. Se empurrou para fora . E estranhamente, não te puxei. Eu me amei.

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