Deixa. Ninguém vai entender mesmo. Pessoas não te entendem, te julgam. E só vão atingir aqueles, os sensíveis, como eu, como você.
Eu sou assim: Sensível, dramática, e até meio ingênua. Não adianta, não vou mudar. Pelo menos não para agradar ninguém. Não preciso que as pessoas gostem de mim, não preciso que elas me achem legal. Tenho a mim primeiramente. Tenho o meu gostar. Sim, gosto muito de mim, me dou muito bem comigo mesma, me entendo, me faço rir, me dou ombro amigo. Não estou dizendo que não preciso de companhia, e sim que posso viver sem elas. É, sou estranha, mais quer saber ? Eu não estou nem ligando para o que pensam de mim. Me amo inexplicávelmente.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
terça-feira, 6 de setembro de 2011
E pensando bem, é até bom isso de não se entregar, sabe ? É muita dor que já foi sentida. O coração cansa, e ele aprende. Não ta mais valendo a pena correr esse risco, por mais que eu goste de riscos. Mas não dá. Não mais .Já me cansei disso, já me enjoei até. Eu quero paixões novas a toda manhã. Cada uma com um gosto diferente, quero provar todos os gostos possíveis dessa vida. Poder amar sem sofrer. Amar um efêmero infinito. Sem promessas, sem apegos, sem compromissos. Já me doei demais. Agora é hora de me amar.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Não. De novo não. Tava tudo tão bom , tão tranquilo. Tudo tão sem dor, tão em paz. Por que essa necessidade de sofrer por alguém ? Eu não entendo. Eu já tava até me acostumando com essa boa vida. Já tava até me acostumando a ouvir músicas românticas sem matar nem um pedacinho meu por dentro. E eu te imploro coração : Que isso não esteje acontecendo de novo. Pois dói, dói lá no fundo, uma dorzinha que vai me acabando de pouquinho em pouquinho. Não quero mais sofrer assim, não quero mais isso de mim. Por favor, coração, desista dessa cena, pule ela, apenas esqueça o sentir que eu posso dar, nem vai fazer tanta falta assim. Vai me fazer é bem, essa liberdade avassaladora. Avassaladora e tão almejada por todos. Dê ela pra mim, vai ?Eu já disse, não custa nada. É só você ficar ai dentro, quietinho, pulsando por si só, não dependendo de ninguém, sabe ? Como você pode ser tão egoísta assim ? Já se procurou saber se eu gosto de sentir essas coisas? Pois, bem, lhe respondo com essas meras palavras: Não, eu não gosto de amar, eu não gosto do amor.
domingo, 21 de agosto de 2011
Mais perto de mim .
Eram olhos tão envolventes, um olhar tão malicioso. E eu fui me perdendo do equilíbrio, fui me perdendo de quem eu era. Fui te seguindo em cada passo, te querendo mais perto de mim. Era tudo tão novo, tão irônico. Eu mal acreditei no que senti. Por que agora ? Por que não antes ? Você não era novidade pra mim, mas isto era novidade sim. E foi-se o momento que os olhares dissimulados se encontraram, junto a uma respiração ofegante de ambas as partes. Tão pequenino o minuto, tão imenso o desejo. E você foi se afastando, e eu me desesperando, e num piscar de olhos eu te perdi. Perdi e nunca mais encontrei, perdi o que nunca foi achado. Foi como um pecado mortal , que arrancou todas as minha idiossincrasias. Que me tirou todos os princípios. E agora não há nada mais confusa do que minha cabeça. Não há coisa mais ansiosa, do que a vontade de te reencontrar. Eu só queria te ter mais perto de mim. Eu só queria que tu fosse mais eu, nos teus pensamentos. Até tuas músicas eu passei a ouvir, e o teu cheiro está gravado até hoje em minha pele. Por favor, eu te peço, fique mais perto de mim.
sábado, 13 de agosto de 2011
E em uma única noite, perco tudo de inocente que há em mim, que havia em mim. Passei por uma metamorfose tão imensa, tão pequena... Já não sei mais se sou a mesma, mas sei que sou eu. Procuro cada detalhe de um passado que se fora. A tal nostalgia toma conta de mim. Tantas risadas, tantas lágrimas, tantos amores mal amados, tantos momentos já vividos, tanta inocência perdida. Não sigo um caminho errado, muito menos um certo, sigo o meu caminho, que toma um novo rumo a cada vontade. Sem remorsos, sem desejos não realizados, sem arrependimentos. Estou a procura de algo importante, algo que me fizera estar onde estou, algo novo, algo meu. Transformei-me de maneira tão efêmera, tudo passou tão rápido. Sinto-me vazia, confusa. São tantas coisas deixadas para trás, tantas coisas boas. Tenho medo do que há por vir, mas maior que esse medo, há a vontade de seguir, seguir em frente, seguir contente. Começo uma nova fase: Mais madura, mais esperta, menos tola, menos menina. E a cada passo que dou, me vejo mais mulher. Sem pressa, sem atraso, tudo no seu devido tempo. Pois só assim a vida é vivida corretamente.( 13/08/2011 , meu aniversário de 14 anos )
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Meias dúvidas.
Por meias dúvidas andei um bom tempo, por meias dúvidas dancei, junto ao vento. São sim , meias dúvidas, as que fizeram cantar pra dentro. Só que de meias, basta as dúvidas, basta eu. Pois o amor vive de inteiro, e de inteiro se faz dois. E de dois não se faz dúvidas, é bem certo de ser agora e depois. É num rima de meios que se escreve inteiro. O que me completa, te faz completo. Não é preciso ser gênio para entender, só é preciso de amor para se compreender. Meias dúvidas sim, pois meramente te quero para mim. E num efeito de meio, vai se fazendo um inteiro. É bem provável você vir, como não é provável tu partir. De uma coisa eu sei, eu estou aqui, com braços aconchegantes e com os lábios a sorrir. Pois te quero, te quero pra mim. Com dúvidas e meias, com inteiros e certeiros, serás meu, eu já vi.
sábado, 16 de julho de 2011
Na escuridão, o fogo.
Corro em direção ao vão, me vejo em uma enorme fuga. Uma fuga sem caminho, mas fujo. E tento escapar de uma enorme escuridão, que a essa hora já me dominara por inteira. Cegou-me de maneira tão egoista, de maneira tão cega de amor. Mas eu corro, e corro mais , e mais. Não posso me entregar assim, sem ao menos tentar escapar, mesmo sabendo que não vou. Algo precisava sair, algo estava prestes a sair, e ... um grito. Um grito me escapara de dentro. Um grito que me tirou todas as forças, as que me fazia fugir de uma coisa que eu nem mesmo podia ver. Já com poucos sentidos, encontro-me esparramada no chão, quer dizer , acho que estou no chão. Meus gemidos de dor não a comovem, não a convence de desistir dessa perseguição tão bruta, tão a pavorosa. Tudo que eu mais queria era poder abrir os olhos e ver que tudo voltou ao normal, ver o sol brilhando em meu olhar. Mas já não fazia muita diferença fechar ou não meus olhos, de qualquer modo ela era tudo o que eu podia ver. Àquele momento eu só conseguia pensar em uma coisa: Fugir.
Rastejo-me, acabada, já me considerando morta. Mas reluto, com uma força que nem eu mesma pensei que poderia ter . E fujo de algo que não sei. E por um momento me sinto em fuga de mim mesmo, e é isso , estou fugindo de mim, estou com medo de mim, e rastejo-me mais ainda, ferindo ainda mais as feridas, enlouquecendo-me com cada pensamento que me vem à mente. Morrendo ..
O frio imediatamente se perde, dando lugar a um grande ar quente, que vai me sufocando a cada respiração. Eu paro, e com a ultima das forças, abro os olhos. Nada que vejo é nitido ,vejo apenas um embaço de claridade, que não me traz o refugio,e sim me queima, queima como fogo, e nem ouso tentar outra fuga, pois a saida da escuridão estava bem diante de meus olhos. Uma saida ilusórica, uma saida da qual não saio, e sim me queimo, de dor , de amor, de fogo, de morte.
Rastejo-me, acabada, já me considerando morta. Mas reluto, com uma força que nem eu mesma pensei que poderia ter . E fujo de algo que não sei. E por um momento me sinto em fuga de mim mesmo, e é isso , estou fugindo de mim, estou com medo de mim, e rastejo-me mais ainda, ferindo ainda mais as feridas, enlouquecendo-me com cada pensamento que me vem à mente. Morrendo ..
O frio imediatamente se perde, dando lugar a um grande ar quente, que vai me sufocando a cada respiração. Eu paro, e com a ultima das forças, abro os olhos. Nada que vejo é nitido ,vejo apenas um embaço de claridade, que não me traz o refugio,e sim me queima, queima como fogo, e nem ouso tentar outra fuga, pois a saida da escuridão estava bem diante de meus olhos. Uma saida ilusórica, uma saida da qual não saio, e sim me queimo, de dor , de amor, de fogo, de morte.
sábado, 9 de julho de 2011
Cá estou eu.
Não é medo de avançar, é medo de perder o passado, nossas lembranças. E de tanto medo, cá estou eu, presa nelas. Como pude ser tão boba, tão ingênua? Ainda posso ouvir suas promessas soarem ao meu ouvido, ainda posso sentir seus abraços, tão acolhedores. Não digo que todo esse sentimento que lhe dei foi em vão, ao menos serviu para arrancar boas gargalhadas suas, não é mesmo? E o pior de tudo é saber que apesar de todo mal que você me causou, bastaria só você sorrir para mim, para eu esquecer tudo que foi feito, tudo o que foi dito. Por mais que eu tente ser forte, por mais que eu me esforce, você continua sendo a grande razão do amor pra mim e só o tempo me dirá se eu vou conseguir te esquecer, pois ficar revivendo esse amor em minha mente é muito doloroso, é mais dor que eu possa aguentar. Mas por enquanto eu vou tentando seguir, por mais dificil que seja esses nossos olhares mal encarados, e essas nossas conversas, que não são por querer ouvir a voz, e sim por fazer parte da educação, por mais dificil que tudo isso seja, eu tenho esperança de que disso tudo, só vai restar uma boa lição de vida.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Um sonho bom.
São vagas as lembranças de um sonho que tive hoje. E entre tudo que não lembro, lembro-me de você, talvez por isso tenha siso um sonho tão bom, tão bom que acordei sorrindo. Confesso que já me acostumei com tal presença em meu mundo inconsciente, mas dessa vez foi diferente, só sei que não sei. Só sei que não pensei, e que por fim, sei que não me lembro. Apenas lembro de você, de meu sorriso e de um sonho bom. Mas não por força da memória, foi algo aqui dentro que me disse, e não ouso perguntar mais nada sobre esse sonho. Contento-me em saber que foi um sonho sem história, sem rumo e sem final.
Acordei questionando-me e logo vi que não queria lembrar-me. Quem sabe esse sonho foi sonhado apenas para ser esquecido no mundo dos sonhos? Se não foi, será, pois me esqueci desses sonho mal sonhado. Talvez por falha de minha memória ou talvez por não querer mesmo , e é exatamente isso, não quero recordar-me, pois sei que a dura realidade me espera e que nela não há você junto ao meu sorriso, há tristeza junto à melancolia. Tal realidade que me faz esquecida, desmoronada, mal entendida. E nela, luto com todas as minhas forças, com todos os meus anseios e com minha única esperança. Luto com fé que um dia, você e esse sonho bom que tive serão esquecidos. Para sempre.
Acordei questionando-me e logo vi que não queria lembrar-me. Quem sabe esse sonho foi sonhado apenas para ser esquecido no mundo dos sonhos? Se não foi, será, pois me esqueci desses sonho mal sonhado. Talvez por falha de minha memória ou talvez por não querer mesmo , e é exatamente isso, não quero recordar-me, pois sei que a dura realidade me espera e que nela não há você junto ao meu sorriso, há tristeza junto à melancolia. Tal realidade que me faz esquecida, desmoronada, mal entendida. E nela, luto com todas as minhas forças, com todos os meus anseios e com minha única esperança. Luto com fé que um dia, você e esse sonho bom que tive serão esquecidos. Para sempre.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Nosso encontro.
Um dia agente ainda vai se encontrar por aí, eu sei que vamos. Eu vou te achar primeiro, vou me sentir nervosa e feliz ao mesmo tempo. Vou rezar pra que você me veja, para que eu não precise te gritar ou para que eu não desista de falar com você. Você vai me achar também, vai me dar aquela olhada de pessoa surpresa e vai sorrir pra mim. Vai sorrir o sorriso que me encantou durante um bom tempo e que até hoje me bambeia as pernas. Vai vim em minha direção, andando num gingado tão único, tão gostoso de se acompanhar. Eu vou dizer seu nome tão surpresa quanto você, vou dar a impressão de que você me achou primeiro. Vou sorrir e dar um leve beijo em seu rosto, enquanto você beija o meu , em um longo abraço.
Vai me perguntar se eu estou bem e eu vou te responder que sim. E vai ver a saudade em meus olhos . Eu vou ficar meio sem jeito e meio tímida ao seu lado e a tristeza vai me bater quando tu me falar de sua amada, mas não vou demonstrar, pois te desejo toda a positividade do mundo, mesmo não sendo eu.
Vou te ouvir falar sobre música e me lembrar de todas as músicas que me fizeram chorar por você e de todas as que me fizeram suspirar de amor. Lembrarei dos momentos de paz que passei ao seu lado e dos momentos de aflição que tive por não te ter. Vou imaginar como teria sido o nosso beijo naquela tarde em que eu simplesmente desisti. E perceber todo o querer em vão por alguém que não gostou de mim. Pelo menos não como eu queria. Mas como eu disse: Queria.
Você vai querer saber se eu vou ficar por muito tempo e eu vou dizer e eu vou dizer que sim, mesmo sabendo que não . E você já sabendo disso vai me pedir pra voltar no outro dia e eu, como sempre, não vou dar certeza de nada, mas já com a certeza de que não vou voltar ali tão cedo. Vai dar tchau, indo andando no seu gingado, falando com Deus e o mundo. E eu vou confirmando pro meu coração, que realmente não era pra ser.
Vai me perguntar se eu estou bem e eu vou te responder que sim. E vai ver a saudade em meus olhos . Eu vou ficar meio sem jeito e meio tímida ao seu lado e a tristeza vai me bater quando tu me falar de sua amada, mas não vou demonstrar, pois te desejo toda a positividade do mundo, mesmo não sendo eu.Vou te ouvir falar sobre música e me lembrar de todas as músicas que me fizeram chorar por você e de todas as que me fizeram suspirar de amor. Lembrarei dos momentos de paz que passei ao seu lado e dos momentos de aflição que tive por não te ter. Vou imaginar como teria sido o nosso beijo naquela tarde em que eu simplesmente desisti. E perceber todo o querer em vão por alguém que não gostou de mim. Pelo menos não como eu queria. Mas como eu disse: Queria.
Você vai querer saber se eu vou ficar por muito tempo e eu vou dizer e eu vou dizer que sim, mesmo sabendo que não . E você já sabendo disso vai me pedir pra voltar no outro dia e eu, como sempre, não vou dar certeza de nada, mas já com a certeza de que não vou voltar ali tão cedo. Vai dar tchau, indo andando no seu gingado, falando com Deus e o mundo. E eu vou confirmando pro meu coração, que realmente não era pra ser.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Lembrarei.
Por que toda vez que eu me apego as pessoas tenho que me despedir delas? Por que toda vez que encontro pessoas que realmente me entendem eu tenho que deixá-las ? Sabe, cansei de dizer adeus. Cansei de ter que partir. Isso meche tanto comigo, a partida me dói muito. Eu só queria que as pessoas que me cercam, quais eu tanto amo, fossem eternas ao meu lado. Mas como dizem: Querer não é poder.
Algumas passam tão rápido pela minha vida, não dá nem tempo de curtir direito. Algumas ficam por um bom tempo, e essas, ah , essas me machucam muito mais nas despedidas. Mas também tem aquelas que sempre estevem e ainda estão em minha vida.
Mas o fato é : Nada é pra sempre. Eu sei que vou conhecer pessoas novas, e que talvez um dia eu me separe delas também, como fiz com os mais antigos. Mas aquela lembrança, ah , ela ninguém me tira. Todos os momentos alegres e os mais tristes vão ser lembrados aqui comigo. Lembrarei de todas as conversas, de todas as brigas, de todas as idiotices, que certas pessoas me deixaram. É, lembrarei das lembranças mais banais. Lembrarei dos momentos mais insubstituíveis que pude ter, mais principalmente de quem o fez insubstituível, junto comigo. Lembrarei com lágrimas nos olhos e com a saudade no peito.
E de todas essas pessoas , levarei comigo o que se eternizou delas dentro de mim.
Algumas passam tão rápido pela minha vida, não dá nem tempo de curtir direito. Algumas ficam por um bom tempo, e essas, ah , essas me machucam muito mais nas despedidas. Mas também tem aquelas que sempre estevem e ainda estão em minha vida.
Mas o fato é : Nada é pra sempre. Eu sei que vou conhecer pessoas novas, e que talvez um dia eu me separe delas também, como fiz com os mais antigos. Mas aquela lembrança, ah , ela ninguém me tira. Todos os momentos alegres e os mais tristes vão ser lembrados aqui comigo. Lembrarei de todas as conversas, de todas as brigas, de todas as idiotices, que certas pessoas me deixaram. É, lembrarei das lembranças mais banais. Lembrarei dos momentos mais insubstituíveis que pude ter, mais principalmente de quem o fez insubstituível, junto comigo. Lembrarei com lágrimas nos olhos e com a saudade no peito.
E de todas essas pessoas , levarei comigo o que se eternizou delas dentro de mim.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Era doentio.
Eu mesma pude ver o quanto era platônico. Era possessivo, tomava conta de mim. Do coração subia ao cérebro. Eu tentava, tentava, mas não dava pra esquecer, não dava nem pra diminuir.
Ele já não queria mais me ver, fugia de mim, fugia do que eu tinha me tornado, do que eu era capaz. E eu percebi que esse sentimento tinha tomado conta de mim. Eu o amava mais que tudo, mais que todos. Era doentio. Já não era eu ali, já não era o meu amor.
Não pude aceitar o fim do nosso amor, eu não conseguir. E fui fazendo de tudo para ele voltar a ser meu... até que começei a me assustar comigo mesma.
Eu já não comia, eu nem se quer dormia. A única coisa que eu fazia era ama-lo. Na verdade isso não era amor. Era uma coisa doentia. Ele já estava com medo de mim, eu via nos olhos dele. Eu sentia na voz dele quando me dizia para não ligar mais e para esquece-lo. Era sempre isso que ele dizia ao atender minhas ligações estúpidas, que eram muito constantes, eram a toda hora. Eu queria ouvi-lo, queria ouvi-lo dizendo que me queria, que seria meu outra vez. Mas ele não disse isso.
Os dias foram passando, o sentimento continuava, aquilo estava me matando, eu já não respirava o ar. Eu o respirava. Estava tudo tão confuso, eu só queria me encontrar diante aquilo tudo. Mas não dava, eu era fraca, fraca demais para encarar quem eu era.
Ele já não atendia mais minhas ligações, estava à um bom tempo sem o vê-lo , sem o ouvi-lo , sem o senti-lo. E a cada dia que passava , cada vez mais, a morte me parecia a melhor escolha, a melhor companhia, a melhor amiga. Eu não vivia mais sem ele.
A rua estava escura, eu caminhava em direção à um boteco onde pretendia comprar um cigarro. Foi quando, rente aos meus olhos, eu o vi. Sim eu o vi. Depois de tanto tempo, depois de tanta saudade. Eu só queria o agarra-lo com toda a minha força e beija-lo com o beijo mais intenso de toda a minha vida.
Fui em direção à ele. Ele não me enchergava. Olhava para o outro lado da rua. Estava ancioso, inquieto. E olhando pro mesmo lado abriu um sorriso. - Ó sorriso que me fizeste sua- Foi quando eu percebi que não era pra mim o doce sorriso. Em direção dele vinha também uma bela moça que ao encontrar os olhos dele o beijou, o beijou e foi beijada. Eu mal pude acreditar. Ele amava outra. Eu vi. Eu vi o amor dos dois ao entrelaçarem suas mãos. Era demais, era muito pra mim. Ela beijava a minha vida. Ela era amada pelo meu viver . Ela não podia ...
Caminhando disfarçadamente para que eles não percebessem minha presença e a presença de minhas lágrimas, que a essa hora, já escorria por todo meu rosto, voltei para casa e vi o quão atraente a faca me era. Eu não viveria sem ele. Sem ele eu não teria vida. Não pensei duas vezes: peguei a faca e cravei sobre meu peito. Matei o coração que tanto o amou. Matei-me para não morrer de amor.
Ele já não queria mais me ver, fugia de mim, fugia do que eu tinha me tornado, do que eu era capaz. E eu percebi que esse sentimento tinha tomado conta de mim. Eu o amava mais que tudo, mais que todos. Era doentio. Já não era eu ali, já não era o meu amor.
Não pude aceitar o fim do nosso amor, eu não conseguir. E fui fazendo de tudo para ele voltar a ser meu... até que começei a me assustar comigo mesma.
Eu já não comia, eu nem se quer dormia. A única coisa que eu fazia era ama-lo. Na verdade isso não era amor. Era uma coisa doentia. Ele já estava com medo de mim, eu via nos olhos dele. Eu sentia na voz dele quando me dizia para não ligar mais e para esquece-lo. Era sempre isso que ele dizia ao atender minhas ligações estúpidas, que eram muito constantes, eram a toda hora. Eu queria ouvi-lo, queria ouvi-lo dizendo que me queria, que seria meu outra vez. Mas ele não disse isso.
Os dias foram passando, o sentimento continuava, aquilo estava me matando, eu já não respirava o ar. Eu o respirava. Estava tudo tão confuso, eu só queria me encontrar diante aquilo tudo. Mas não dava, eu era fraca, fraca demais para encarar quem eu era.
Ele já não atendia mais minhas ligações, estava à um bom tempo sem o vê-lo , sem o ouvi-lo , sem o senti-lo. E a cada dia que passava , cada vez mais, a morte me parecia a melhor escolha, a melhor companhia, a melhor amiga. Eu não vivia mais sem ele.
A rua estava escura, eu caminhava em direção à um boteco onde pretendia comprar um cigarro. Foi quando, rente aos meus olhos, eu o vi. Sim eu o vi. Depois de tanto tempo, depois de tanta saudade. Eu só queria o agarra-lo com toda a minha força e beija-lo com o beijo mais intenso de toda a minha vida.
Fui em direção à ele. Ele não me enchergava. Olhava para o outro lado da rua. Estava ancioso, inquieto. E olhando pro mesmo lado abriu um sorriso. - Ó sorriso que me fizeste sua- Foi quando eu percebi que não era pra mim o doce sorriso. Em direção dele vinha também uma bela moça que ao encontrar os olhos dele o beijou, o beijou e foi beijada. Eu mal pude acreditar. Ele amava outra. Eu vi. Eu vi o amor dos dois ao entrelaçarem suas mãos. Era demais, era muito pra mim. Ela beijava a minha vida. Ela era amada pelo meu viver . Ela não podia ...
Caminhando disfarçadamente para que eles não percebessem minha presença e a presença de minhas lágrimas, que a essa hora, já escorria por todo meu rosto, voltei para casa e vi o quão atraente a faca me era. Eu não viveria sem ele. Sem ele eu não teria vida. Não pensei duas vezes: peguei a faca e cravei sobre meu peito. Matei o coração que tanto o amou. Matei-me para não morrer de amor.
domingo, 1 de maio de 2011
Vai passar.
Um amor não correspondido dói. Dói muito mais que alguém possa imaginar. Alias, acho que a maioria das pessoas já teve um. Se você não teve, considere-se uma pessoa de sorte , ou racional suficiente para não se deixar levar por um sentimento inconsiente.
É dureza ver quem você ama te chamar de amiga, é mais duro ainda quando ele te pede conselhos de amor para lidar melhor com a namorada. Duro também é quando ele nem sabe da sua existencia, ou sabe, mais finge que você não existe.
Pra quem sofre desse amor, lá vai um apoio: Vai passar.Conserteza vai passar. Porque isso não é amor. Amor é quando dois seres se amam, juntos. E se você está o amando, sozinha, Pode crê, isso não é amor. É apenas um sentimento estranho, que eu garanto : Vai passar.
É dureza ver quem você ama te chamar de amiga, é mais duro ainda quando ele te pede conselhos de amor para lidar melhor com a namorada. Duro também é quando ele nem sabe da sua existencia, ou sabe, mais finge que você não existe.
Pra quem sofre desse amor, lá vai um apoio: Vai passar.Conserteza vai passar. Porque isso não é amor. Amor é quando dois seres se amam, juntos. E se você está o amando, sozinha, Pode crê, isso não é amor. É apenas um sentimento estranho, que eu garanto : Vai passar.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Ser diferente.
Ser diferente é acreditar nas ideias mirabolantes que você tem. Ser diferente é ser criança com orgulho, mesmo tendo passado da infância. Ser diferente é cantar alto e desafinado, não ligando pra nada , nem pra ninguém. Ser diferente é ter amigos totalmentes loucos, diferentes, igual à você. Ser diferente é ser bom com quem te fez mal. Ser diferente é perdoar, mesmo quando todos dizem que você está sendo otário. Ser diferente é dançar no meio de uma praça, feliz da vida, só ligando pra sua felicidade.Ser diferente é se apaixonar por uma pessoa que você só viu uma vez na vida , mesmo não acreditando em paixão à primeira vista. Ser diferente é ter orgulho de gostar do diferente, sem temer as piadinhas sem graça que vão fazer, te zuando por gostar daquilo. Ser diferente é aceitar as diferenças do próximo, sem questioná-lo ou julgá-lo. Ser diferente é ter coragem de dizer que não entendeu a piada, nem que isso se repita mil vezes. Ser diferente é chorar, chorar com vontade, chorar pra se mostrar , seja de alegria, seja de tristeza. Ser diferente é ter pena de quem não teve pena de você. É ajudar quem não te deu a mão quando você precisou. É ser bom de coração. Ser diferente é deixar sua marca em qualquer lugar. É lutar pelos seus sonhos, mesmo parecendo impossiveis. Ser diferente é pedir dinheiro na rua, na maior cara-de-pau só pra tomar sacolé com seus amigos. Ser diferente é ser doce mesmo sendo gamada em rock'n roll. Ser diferente é escrever poesia, escrever textos,escrever musicas, escrever até cansar, mas não cansar de escrever. Ser diferente é amar mesmo não tendo um amor. Amar mesmo não amando. Ser diferente é viver do seu jeito: Diferente.
Mudar faz bem.
Mesmo com tantas dúvidas que eu tenho nessa vida, de uma coisa eu tenho certeza absoluta: Um dia agente muda. Um dia não . Todos os dias. Mudamos a cada pôr-so-sol, mudamos a cada amanhecer.
Faz muito bem mudar . Mudar de músicas, de escolhas, de pessoas. Mudar de erros, de acertos. Sim mudamos à toda hora. Mudamos de opniões que pareciam tão concretas para nós e que hoje em dia nos supriendemos com tal burrice. Mudamos de amigos que chegamos a pensar que não haveria outro igual e que ele iria ser eterno, mas que o tempo passou e ele não se eternizou e outro novo amigo eterno chegou E, sabe de uma coisa ? É mais que normal mudar tanto assim. Mudar faz parte da vida. Se deve mudar. Pois quando agente muda, agente se inova e na maioria das vezes nos tornamos pessoas melhores. Claro que não podemos perder nossa essência, nosso "eu". Mas no fundo ninguém sabe realmente quem é . Todo mundo só quer viver. E viver é mudar.
Eu mudei e vou mudar ainda mais. Não me canso de mudar. Mudar me fez ver que nada é pra sempre, que tudo muda, querendo ou não.
Dou adeus à quem eu era ontem e sorrio para quem sou hoje. Mudar faz bem.
Faz muito bem mudar . Mudar de músicas, de escolhas, de pessoas. Mudar de erros, de acertos. Sim mudamos à toda hora. Mudamos de opniões que pareciam tão concretas para nós e que hoje em dia nos supriendemos com tal burrice. Mudamos de amigos que chegamos a pensar que não haveria outro igual e que ele iria ser eterno, mas que o tempo passou e ele não se eternizou e outro novo amigo eterno chegou E, sabe de uma coisa ? É mais que normal mudar tanto assim. Mudar faz parte da vida. Se deve mudar. Pois quando agente muda, agente se inova e na maioria das vezes nos tornamos pessoas melhores. Claro que não podemos perder nossa essência, nosso "eu". Mas no fundo ninguém sabe realmente quem é . Todo mundo só quer viver. E viver é mudar.
Eu mudei e vou mudar ainda mais. Não me canso de mudar. Mudar me fez ver que nada é pra sempre, que tudo muda, querendo ou não.
Dou adeus à quem eu era ontem e sorrio para quem sou hoje. Mudar faz bem.
domingo, 10 de abril de 2011
Queira-me
Mova-se à mim.
Tira-te todo o oxigênio.
Respira-me.
Mostre-me tua experiência.
Faça-me de tua essência.
Quero-te queimando de amar,
De amar à mim
Reinvente-me aos teus olhos.
Paralisa-te aos meus olhos
Vasculha-me.
Ponha para fora tuas penas-pavão.
Queira-me,
Não te querendo.
Queira-me,
Só tu querendo.
Queira-me por metade de ti.
Apenas queira-me.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
poesia.
Vejo um céu que me encendeia.
Olho um mar que me faz são.
Peço a Deus pela natureza
e por meu frágil coração.
Não te ouço pois tens medo
de me ouvir dizer-te não
Se engana fácil ao meu respeito
Pois te quero aqui na minha mão.
Por acaso te encontrei
Por um acaso planejado
Pelos sonhos que bem sei
Foram sonhos mal sonhados.
Sei que és uma ilusão
Mas pareces tão real
Te acredito sem razão
Faço do amor algo fatal.
Olho um mar que me faz são.
Peço a Deus pela natureza
e por meu frágil coração.
Não te ouço pois tens medo
de me ouvir dizer-te não
Se engana fácil ao meu respeito
Pois te quero aqui na minha mão.
Por acaso te encontrei
Por um acaso planejado
Pelos sonhos que bem sei
Foram sonhos mal sonhados.
Sei que és uma ilusão
Mas pareces tão real
Te acredito sem razão
Faço do amor algo fatal.
Eu me amei.
Tento chegar ao fundo dos meus olhos através dos seus. Não me encontro. Me perco dentro dos seus sentimentos mais traiçoeiros, que por um choque de realidade eu me desenfeitiçei . Já não te quero tanto. Não és meu, nem serás, nunca foi. Por uma simples decisão de teus olhos. Que me parecem medilcres à ponto de não chegarem a nenhuma conclusão. Mas dessa vez não quero que se conclua à mim. Quero não me concluir à ti. Respiro o oxigênio outra vez. Você, agora, não passa de uma poluição que meu nariz filtra e não deixa entrar. Você se desfez dentro de mim. Vazou. Caiu. Se empurrou para fora . E estranhamente, não te puxei. Eu me amei.
terça-feira, 8 de março de 2011
Um longo abraço.
Foi um momento surdo, um momento mudo. Ele acariciava meu rosto e chorava sobre minha cabeça. Seu peito me confortava . Entre suas palavras de dor, meu cérebro, automaticamente criava imagens dos fatos. Oque me assombrava ainda mais.
Diante de tanto sofrimento , não me aguentei e comecei a derramar meu pranto também. Suas lágrimas se confundiam às minhas. As vezes ele parava de falar. Dava uma respirada funda e voltava. Eu me sentia tão entendida com ele, ali, naquele momento. E tenho certeza que ele sabia que eu o entendia também.
No meio daquele frio, o seu calor humano me esquentava. Ouviamos a felicidade dos outros e compartilhavamos a nossa tristeza. Eu, por vários momentos quiz pronunciar algo que o consolasse. Me encorajava e depois me desencorajava, e acabei por ficar calada.
Estávamos tão sozinhos, mesmo com tantas pessoas que nos cercávamos. Parecia que estávamos envolvidos por uma cápsula. O tempo passou, ele se cansou e o silêncio sobressaiu. Nossas lágrimas já estavam secas. Continuávamos ali, abraçados. Ele já não acariciava mais meu rosto. Sua respiração já me encomodava. O frio passara, e já sentíamos calor. Calor suficiente para nos distanciarmos. Eu olhei para seus olhos, saindo daquele abraço. Aquele meu olhar disse tudo que em palavras eu não soube dizer. Dei um beijo em seu rosto e parti.
Caminhando pela solidão.
Desnorteada , continuei andando e as lágrimas continuaram caindo, borrando a maquiagem . Era noite de lua cheia. Um vento forte e frio tocou nos meus cabelos, desmanchando o penteado . Já não tinha noção de tempo . Tudo que eu mais queria naquele momento, era não existir. Em desespero, tropecei em uma pedra, que me fez quebrar o salto de um dos sapatos que calçava. Minha tristeza era tanta , que pouco me importava aquele sapato caro . Optei por andar descalça . Meio tonta, já não sabia em que local estava e muito menos o local em que queria chegar. Apenas continuei andando . E as lágrimas ? sim , continuaram caindo. A rua estava deserta , só havia alguns cães vira-latas , que por alguns minutos latiram pra mim, como se estivessem me expulsando dali. Mas não liguei, eram apenas cães.O sofrimento em meu peito me perturbava muito mais . Tentei cessar minhas lágrimas , ação que não teve muito sucesso . Alias , elas eram as minhas únicas companhias naquele momento. Olhei para o céu , e vi que a lua também me acompanhara desde o início daquele caminho sem rumo.
Parei de andar , parei de chorar . Foi como apertar "pause" em um filme. Só que ali , infelizmente era real, ou não . Uma luz branca, forte, convidou meus olhos para admirá-la . Durante uns 2 minutos eu fiquei ali , inebriada , diante de tanta beleza. Como uma lua pode ser tão bonita assim?
Sai daquele momento inconsciente e continuei a caminhada sem meta . E continuei a encharcar meu rosto de lágrimas . Nada ali fazia sentido . Só apenas o sentido da dor .
Pressionei meus dedos , como se fosse socar algo. Estava com raiva . Raiva por sofrer tanto por alguém que é nada .
Cansada , não tinha mais forças para continuar . Notei a existência de uma praça , que havia ali por perto , meio escondida . Fui até ela . Estava deserta , como tudo naquele lugar. No meio das folhas secas , caídas no chão , caminhei até um banco , e me deitei lá . Sem me importa muito com os outros , alias não havia outros . Era só eu , minhas lágrimas e a lua . Enxuguei ás lágrimas . Dessa vez , não havia outras para substituí-las . Enfim, parei de chorar . Olhei para o céu, e a tão admirada lua não estava mais lá . As nuvens à esconderam . Agora era apenas eu . Mais ninguém , mais nada . Fechei os olhos . O sono me alcançara . E dormir , com a esperança de que quando acordasse,tudo aquilo não passara de um terrível pesadelo.
Pressionei meus dedos , como se fosse socar algo. Estava com raiva . Raiva por sofrer tanto por alguém que é nada .
Cansada , não tinha mais forças para continuar . Notei a existência de uma praça , que havia ali por perto , meio escondida . Fui até ela . Estava deserta , como tudo naquele lugar. No meio das folhas secas , caídas no chão , caminhei até um banco , e me deitei lá . Sem me importa muito com os outros , alias não havia outros . Era só eu , minhas lágrimas e a lua . Enxuguei ás lágrimas . Dessa vez , não havia outras para substituí-las . Enfim, parei de chorar . Olhei para o céu, e a tão admirada lua não estava mais lá . As nuvens à esconderam . Agora era apenas eu . Mais ninguém , mais nada . Fechei os olhos . O sono me alcançara . E dormir , com a esperança de que quando acordasse,tudo aquilo não passara de um terrível pesadelo.
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